Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.(1 Timóteo 2:5)

RÁDIO RIOS DE ÁGUA VIVA

5 de abril de 2017

Em busca da felicidade

Por Markus DaSilva, Th.D.
Em 1776, Thomas Jefferson escreveu na famosa Declaração da Independência dos EUA que um dos direitos de todo o ser humano é buscar a felicidade. Cauteloso com as palavras, o ex-presidente sabiamente defendeu o direito à busca, mas não à felicidade em si. Isso porque ele sabia muito bem que na sua presente condição, nenhum ser humano pode ser totalmente feliz. Basta viver alguns anos nesta terra para confirmar essa verdade (Ec 1:14).
Mas ainda que saibamos que não alcançaremos a perfeita felicidade, estamos continuamente à sua procura. Buscamos então por algo inexistente? Por que fazemos isso? Buscamos por ela porque a nossa alma, que está conectada com Deus, se lembra de uma época distante em que éramos completamente felizes.
O ser humano, como raça, conheceu a plena felicidade no Éden, até que se rebelou contra o Criador. Esse conhecimento será passado para todas as gerações até o fim, quando então uns poucos a receberá de volta e a maioria a perderá para sempre (Jo 5:29).
Não somos completamente felizes porque não somos completos, e nunca seremos completos até que o nosso relacionamento com o Criador volte a ser o que era antes da nossa rebelião: “mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele” (Is 59:2).
Mas alguém dirá: “Ainda podemos ser felizes na terra!” Sim, mas apenas uma felicidade parcial e temporária. As crianças crescem, a família se divide, a saúde se perde, e os nossos queridos morrem. Os momentos felizes que passamos aqui nos servem apenas como uma recordação do que antes tínhamos e do que poderemos ter novamente naquele grande dia.
Amados, falarei mais sobre isso com a ajuda do Senhor. Por hoje, quero apenas esclarecer que existe uma felicidade ilusória e uma real. A ilusória passa como o vento e está limitada a esta vida (Ec 8:13). O foco é aqui, e aqueles que estão à procura dessa felicidade estão adorando ao deus deste mundo e não terão parte na ressurreição dos justos (Dn 12:2). A verdadeira e permanente felicidade tem como foco a futura morada. Os que procuram por essa, vivem pela fé, pois vivem baseado naquilo que não se vê. Esses se distanciam cada vez mais desse mundo, se deleitam em obedecer a Deus, são fortalecidos pelo Espírito, e farão parte da ceia das bodas do Cordeiro (Ap 19:7-10).
 Espero te ver no céu. —Markus DaSilva

2 de novembro de 2016

O que representavam as 10 pragas do Egito?



Parte desse conteúdo foi elabora pelo Pr. Valdeci Júnior e parte dele pode ser encontrado na enciclopédia “Estudo Perspicaz das Escrituras


O que representavam as 10 pragas do Egito e quais são os deuses que estão relacionados com elas?

Um trecho que, sem dúvida, chama muito a atenção dos cristãos ou mesmo não cristãos, é a passagem sobre as 10 Pragas que o Senhor lançou sobre o Egito.

Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (Faraó, era o título dado ao monarca do Egito ) a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito (Ex 9.16; 1Sm 4.8) cujos habitantes deveriam ser julgados por sua crueldade e grosseira idolatria.

Porém, poucos conhecem um importante aspecto dos planos de Deus para aquele povo e para os nossos dias. Além da principal finalidade, relatada na Bíblia, que é libertação do povo de Israel, cativo do Faraó, as 10 pragas tiveram grande importância sobre os habitantes do Egito. Deus estava desafiando os deuses egípcios. E como se deu isso? A resposta é simples. Imagine: Por que Rãs, Gafanhotos, Águas em Sangue, Chuva de Pedras…? O certo é que Deus queria falar algo mais. O Deus de Israel estava se revelando ao Seu povo e ao Império Egípcio. Cada praga era direcionada a divindades, conforme a credibilidade do povo em confiar nesses “falsos senhores”. Em anexo você pode ver mais detalhadamente esse processo.

1) Água em sangue (Êx. 7:14-24) – A primeira praga, a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue, causou desonra ao deus-Nilo, Hápi. A morte dos peixes no Nilo foi também um golpe contra a religião do Egito, pois certas espécies de peixes eram realmente veneradas e até mesmo mumificadas. (Êx 7:19-21)

2) Rãs (Êx. 8:1-15) – A rã, tida como símbolo da fertilidade e do conceito egípcio da ressurreição, era considerada sagrada para a deusa-rã, Heqt. Assim, a praga das rãs trouxe desonra a esta deusa. (Êx 8:5-14)

3) Piolhos – (Êx. 8:16-19) – A terceira praga resultou em os sacerdotes-magos reconhecerem a derrota, quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas. (Êx 8:16-19) Atribuía-se ao deus Tot a invenção da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pôde ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga.

4) Moscas (Êx. 8:20-32)- A linha de demarcação entre os egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus veio a ficar nitidamente traçada da quarta praga em diante. Enquanto enxames de moscões invadiam os lares dos egípcios, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos pela praga (Êx 8:23,24). Deus algum pôde impedí-la,nem mesmo Ptah, “criador do universo”, ou Tot, senhor da magia.

5) Peste sobre bois e vacas (Êx. 9:1-7) – A praga seguinte, a pestilência no gado, humilhou deidades tais como: Seráfis (Ápis) – deus sagrado de Mênfis do gado, a deusa-vaca, Hator e a deusa-céu, Nut, imaginada como uma vaca, com as estrelas afixadas na sua barriga. Todo gado do Egito morreu, mas nenhum morreu de Israel. (Êx. 9:4 e 7).

6) Feridas sobre os egípcios (Êx. 9:8-12) – Deus nesta praga zombou a deusa e rainha do céu do Egito, Neite. Moisés jogou o pó para o céu que deu um tumor ulceroso na pele do povo que doeu demais. Os magos também pegaram a doença e não puderam adorar a sua deusa e rainha religiosa. Israel novamente foi poupado dessa praga. (Êx. 9:11)

7) Chuva de pedras (Êx. 9:13-35) – A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osiris – deus de fogo.

8) Gafanhotos (Êx. 10:1-20) – A praga dos gafanhotos significava uma derrota dos deuses que, segundo se pensava, garantiam abundante colheita. Deus encheu o ar de gafanhotos. Os deuses egípcios (Xu – deus do ar e Sebeque – deus-inseto) não puderam fazer nada para não deixar acontecer. (Êx 10:12-15)

9) Escuridão total (Êx. 10:21-23)- Com esta praga Deus derrubou o deus principal do Egito, Rá, o deus-sol. A palavra Faraó significa sol, ele era um deus. Egito ficou nas trevas (sem ver nadinha) durante 3 dias, mas Israel ficou na luz. (Êx. 10:23).

10) Morte de todos os primogênitos (Êx. 11-12) – inclusive entre os animais dos egípcios – A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses e as deusas egípcios. (Êx 12:12) Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses, filhos de Rá ou Amom-Rá.

Depois disto todos souberam que Deus era o Senhor e Seu nome ficou anunciado em toda a terra. Deus destruiu todo deus falso do Egito. Na morte do primogênito Deus mostrou que Ele tem na Sua mão o poder de morte e de vida. O Faraó tinha pretensão de ser adorado, de ser uma divindade. O primogênito era, em potencial um faraó, pois era o herdeiro do trono. Deus demonstrou a falsa deidade de Faraó e seu filho.


Fonte:

Parte desse conteúdo foi elabora pelo Pr. Valdeci Júnior e parte dele pode ser encontrado na enciclopédia “Estudo Perspicaz das Escrituras”